O outro dia…

setembro 17, 2009

    Não sei se acordei ou continuo dormindo, só me lembro que eu corajosamente abri o chuveiro antes de vir dormir. Lindo dia em Cuiabá e, meu estômago lembrou, é hora de tomar aquele café da manhã. Tomei outro banho, pois agora são 06 da manhã e meu relógio marca 30 graus. Onde vai parar este termômetro?

    Desci e no lugar do meu cereal matinal, farofa de banana, salsicha cozida (esta deu medo) frios, que mais pareciam quentes de tanto o sol que estavam pegando, e alguns pães e frutas. Preferi as frutas.

    Dentro de mais alguns minutos o Hélio, nosso guia, ligou avisando que passaria no hotel para conversarmos sobre o roteiro e aproveitar para fazer umas compras para nossa aventura. Assim que ele chegou decidimos que iríamos para o supermercado para depois prepararmos o carro e partir para o Pantanal. Este seria o teste de fogo, os restantes das atrações poderiam ser vistas rapidamente, mas precisaríamos de um tempo especial para dedicar à Transpantaneira, estrada esta que corta o Pantanal de Poconé até Porto Jofre, terminando no Rio Cuiabá.

    Compramos o necessário, passamos na casa do Hélio para baixar o banco do Gol e carregar com barracas, colchões infláveis, churrasqueira e demais itens que necessitaríamos para um acampamento. O Hélio também quis aproveitar a minha estadia pelo Pantanal para fotografar algumas pousadas para o seu site de turismo pantaneiro e utilizar este marketing em troca de um banho ou alguma acomodação enquanto a seguimos a viagem (Já notei que tudo aqui é moeda de troca, desde que possa interessar alguém).

    Saímos de Cuiabá próximo ao meio dia, passamos no posto de gasolina para abastecer o veiculo mais as bombonas com álcool extra para o carro e gasolina para a lancha, que nos levará até a onça pintada do Pantanal. O alcool extra é um ponto de atenção, pois durante os 148 km de chão batido da Transpantaneira só existe um posto de combustível e este com valores que ultrapassam o senso comum.

    Almoçamos um “prato comercial” em Poconé e seguimos na transpantaneira em direção à pousada do Rio Clarinho, nossa primeira parada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui termina o asfalto e inicia a Rodovia Transpantaneira, 100%  terra.

 
O início da rodovia que corta o coração do Pantanal.

 
Surpresas pelo caminho, um Socó Boi.

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A chegada em Cuiabá

setembro 14, 2009

Avião atrasou um pouquinho para chegar e uma surpresa logo que se abre a porta do avião, meus óculos ficam instantaneamente embaçados. Não sentia isso deste o século passado quando estive na região de Belém do Pará. Já vi que realmente não seria muito fácil para eu me adaptar (também me veio a letra do Arnaldo Antunes e Nando Reis, mas isso é outra história… Foco, como diz meu amigo Atanes).

    Este é o primeiro aeroporto em que eu consigo enxergar o que está atrás da esteira que traz as malas, e sabe o que tem lá? Nada… Ela só dá a volta e continua do outro lado. Se todos estão rindo agora, digam que nunca pensaram para onde vão as malas depois que entram na esteira. Não vale dizer que vão para o limbo porque a igreja católica eliminou o limbo, logo esta opção está totalmente descartada.

    Curado da frustração da esteira , fui encontrar com o meu amigo Hélio, ex colega, trabalha no ramo de TI e ainda é guia pantaneiro, gente boníssima, e vai nos guiar nesta semana do circuito fotográfico. Papo vai, papo vem e ele me conta que não seria possível ficar na casa dele por esta noite, que estava meio bagunçado e tal, mas arrumou um hotel bacana para eu ficar, pertinho da casa dele. Sem titubear eu aceitei e disse que não sou de muito luxo.

    Despedimos-nos e marcamos um café da manhã para planejarmos o roteiro da semana. Logo que entrei no hotel pensei que o atendente não soubesse falar, quando eu já ia tentando a linguagem universal dos sinais ele me pede a identidade. Depois de mais 10 minutos, ele pergunta:

    – Sinhô qué hospedage cum ar ou sem ?

            (Já fiquei imaginando que a sem ar deveria ser uma câmara daquelas dos campos de concentração alemães, mas resolvi arriscar.)

    – Eu prefiro sem ar, sabe como é, estou me acostumando com o clima e posso ficar adoentado. Tem ventilador?

    – Segundo andar à direita, com ventiladô. (esta foi a resposta sem cortes, e precisa de mais corte?)

    Peguei minhas mochilas, minha chave com um chaveirinho muito delicado, e subi dois andares. Chegando ao quarto, suando bicas, vi que logo mais a frente estava o elevador. Preferi acreditar que o individuo não o sugeriu por estar quebrado. Também não fui perguntar.

    Lembra quando eu falei que eu não era de muito luxo? Pois é, mas não precisava ser sem NENHUM LUXO. Duas camas de solteiro, um telefone daqueles com um disco, que mais parece das meninas super poderosas, um guarda roupa da marca GAUDÊNCIO (é sério) e uma TV no canto superior direito com um Bombril na antena. O piso é de lajotinha vermelha e vou poupar dos detalhes do banheiro. Tem água, mas já são quase 3 da madrugada e estou com medo de abrir o chuveiro…

    Bom, amanhã é outro dia, e, se quiserem me visitar, o quarto é o 203. Veja a foto do chaveiro para não esquecer onde estou hospedado.

    Abraço para todos e lembrem-se: – O pior ainda está por vir.

O início – Aeroporto de Viracopos / São Paulo

setembro 13, 2009

    Às 18h00min deste dia 13 de setembro, cheguei ao aeroporto de Viracopos com todas as mochilas e equipamentos necessários para o início do Circuito Fotográfico. Nesta organização de bagagem eu redescobri a importância da contribuição de uma mulher para o sucesso de um homem, minha esposa quase me fez desmanchar as malas 3 vezes, pois sempre lembrava de alguma coisa que eu certamente acreditei que não precisaria… (Agora se eu não precisar de verdade a gente conversa na volta … rsss)

    Com tudo pronto para emissão do bilhete, fiz algumas perguntas básicas para o atendente sobre o tempo em Cuiabá, ele deve ter olhado para a minha cara e pensado: – A única viagem da minha vida foi da Paraíba para São Paulo, ainda no colo de minha mãe, e tu acha que eu vou saber do tempo em Cuiabá? Mas gentilmente ele respondeu… Deve estar igual aqui… Tá bom, então me dê meu bilhete e despache este encosto (Morey que me desculpe, mas mochila cargueira preta mais parece um encosto que mochila), e assim o fez e parti para o Raio X somente com os equipamentos de fotografia.

    Claro que aquela fotocopiadora gigante apitou e mais rápido que eu pudesse imaginar, brotou uma mulher a minha frente que pediu para eu tirar o cinto, achei melhor não fazer gracinhas naquele momento, atendi sua solicitação sem titubear.

Ao pegar os equipamentos do outro lado, lá vem a moça:

    – Senhor, o que leva aí?

    – Equipamento fotográfico, por quê?

    – Por nada não, mas poderia abrir a mala? Procedimento de rotina.

    – Claro, sem problema…

    Ao abrir a mala, a faceta de admiração: – Tudo isso são câmeras?

        – Não minha senhora, são lentes, corpos, etc etc etc….

        – A bom… Passou a mão em tudo, como um passe para sentir a energia do pobre equipamento e disse: … TÁ LIBERADO..

    Heheh Ainda bem. Imagine ser barrado antes mesmo de iniciar a aventura.

Agora, rumo a Brasília e de lá para Cuiabá.

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Último felino

agosto 13, 2009

Estava arrumando algumas fotografias e me deparei com esta foto, foi na última ida ao Chile. Infelizmente, desta vez não vai ser fácil pegar uma onça no braço.

Arrumando as mochilas.

agosto 13, 2009

Para levar lanche, alguns acessórios e lentes para curto alcance nas trilhas pelo interior do Pantanal, estou levando uma “mochila de cintura”  da Columbia. Imagine uma pochete, só que esta carrega até 5 kilos entre equipamento e tranqueiras. Possui formato anatômico e espaço para cantil flexível. Foi uma aquisição muito interessante que fizemos no Peru e foi justamente para utilizar em ocasiões iguais a esta. Cheguei a pensar em levar uma mochila de assalto, mas logo me lembrei que estarei com uma mochila ” de ser assaltado” com todo o equipamento, sendo asim terei que bolar uma forma de dividir comida, equipamentos, GPS e filmes fotográficos entre a super pochete e a mochila dos equipamentos. Se você não tem uma idéia de como é uma mochila de fotógrafo de aventura, aqui você terá uma ótima idéia.
Tem bolsos laterais em tela, fitas de ajustes, costas ventiladas, barrigueira e peitoral estabilizadores para aguentar os 4 kilos do tripé Manfrotto.

Seguindo uma das ótimas dicas do meu amigo alpinista Morey, estou levando umas camisetas feitas em poliéster que secam rapidamente após lavar. Não deixa cheiro, é leve, compacta e não amarrota. Ótima para levar para ser usada nas caminhadas. Para aguentar os inesperados ventos, estou levando um “corta vento” da Timberland, que é muito leve  compacto e indispensável para ter sempre no fundo da mochila, no caso de possíveis chuvas este corta vento também servirá, pois é impermeável (vamos ver até onde vai segurar a água)

Bom, inicialmente é isso, o restante ainda está sendo preparado.

Os perigos do Pantanal

agosto 12, 2009

O ataque de uma onça-pintada contra pescadores no Pantanal ligou o sinal de alerta: o contato entre bicho e gente na região parece ser excessivo.

 
Onças-pintadas: a aproximação entre pessoas e bichos no Pantanal pode aumentar a chance de ataque em situação de confronto.

A morte chocou o país. Atacado em 24 de junho do ano passado, o jovem Luiz Alex da Silva Lara, de 21 anos, sofreu lacerações profundas, conforme atestam as 113 páginas do resultado da necropsia – um laudo comum costuma ser dez vezes menor. Em uma das coxas, havia 45 lesões. Na cabeça, as orelhas e quase todo o couro cabeludo foram arrancados. Já morto, ele foi arrastado por 65 metros do local no qual fora surpreendido durante o sono. Seu algoz: uma onça-pintada.

“Esse comportamento é fora dos padrões da espécie”, adianta o veterinário Ronaldo Gonçalves Morato, chefe do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Predadores Naturais (Cenap). Embora encontros fatais entre seres humanos e grandes felinos sejam comuns em países asiáticos e africanos, como Rússia, Nepal, Quênia e Tanzânia, óbitos ocasionados por onças são raros por aqui. “Foi preciso contatar colegas nesses países em busca de informações, pois não tínhamos referências”, diz Rogério Cunha de Paula, biólogo do Cenap. O terceiro maior felino do mundo – atrás apenas do tigre e do leão – costuma avançar com seus mais de 100 quilos de peso sobre pessoas apenas em situações de caça, nas quais o animal, ferido, se volta contra o caçador.

Luiz Alex, porém, não estava caçando. Ele e seu pai, Alonso da Silva Lara, de 54 anos, eram pescadores. Estavam acampados havia dias na beira do rio Paraguai, perto da Estação Ecológica de Taiamã, no Pantanal Mato-Grossense, em busca de iscas para serem vendidas a turistas. Alonso deixara o filho dormindo em sua barraca, por volta das 19 horas. Meia hora depois, ao retornar, chamou por Luiz Alex, mas não obteve resposta. Ao direcionar a lanterna, só o que pôde ver foi o filho inerte sendo arrastado mata adentro.

A maior razão do ataque, ao que tudo indica, é o aumento no nível de aproximação entre pessoas e onças no Pantanal. “Elas podem estar perdendo o medo instintivo que têm do homem. Isso diminui a distância de fuga, o que aumenta a chance de ataque em situação de confronto”, diz o biólogo Peter Crawshaw, doutor pela Universidade da Flórida e maior estudioso brasileiro da espécie. E esse tipo de convivência é delicado quando se trata de um bicho que tem, em seu cardápio, jacarés e sucuris. “As onças podem matar um cavalo com uma única mordida”, completa Morato.

Tanta força e beleza atraem visitantes, o que, por sua vez, estaria levando alguns empreendimentos turísticos a praticarem a ceva, como é chamado o ato ilegal de alimentar onças com carcaças de animais mortos pelo homem. “Há pousadas em Poconé nas quais elas estão viciadas nesse tipo de refeição fácil”, diz Morato.

Desde a década de 1970, com a proibição da caça no Brasil, a espécie parece ter se recuperado no Pantanal. Hoje, tudo leva a crer num aumento no número de indivíduos na planície alagada – no mínimo 4 mil animais -, situação bem melhor que a encontrada na Mata Atlântica, em pontos da Amazônia e na Caatinga, onde sua condição é crítica. Por isso, o governo federal estuda a implantação de um corredor ecológico para as onças da Caatinga entre os estados da Bahia, de Pernambuco e do Piauí, com cerca de 3 milhões de hectares. Outro corredor deve ser criado no alto rio Paraná. “A ligação entre unidades de conservação é essencial para garantir a variabilidade genética das onças”, explica Crawshaw.

No caso do Pantanal, a estabilidade da espécie nada tem a ver com sua facilidade de predador de bovinos. “Além do fim da caça, há uma nova consciência de preservação, em paralelo ao fortalecimento do turismo”, diz Morato. “A onça-pintada é o animal que todos querem ver”, completa ele. Resta saber a que distância.

Por Thiago Medaglia
Foto de Valdemir Cunha
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/edicao-108/onca-pintada-ataca-no-pantanal-450318.shtml

A cidade portal do Pantanal – Porto Jofre

julho 30, 2009

O Pólo Eco turístico do Pantanal Norte está centrado no trecho da Estrada Transpantaneira entre Poconé e Porto Jofre, sendo ligado a Barão de Melgaço pelas baías de Chacororé e Siá Mariana, chegando, também, até Cáceres, às margens do rio Paraguai.

Distância Rodoviária São Paulo a Porto Jofre: 1708 km.

De Cuiabá até Porto Jofre, a viagem é de aproximadamente cinco horas de duração.

Chega-se a Porto Jofre de carro pela rodovia Transpantaneira, depois de um percurso de 156 quilômetros e 126 pontes a partir de Poconé. São quase seis horas de travessia.

Apesar de o convívio com os mosquitos ser inevitável e incômodo, o Pantanal não é perigoso, nem mesmo Ponto à noite. Embora o mato seja grosso e cheio de bichos (mais de mil espécies).

É interessante a vacinação contra a febre amarela (prazo de 10 dias para imunização).

Com a reabertura da Caverna Aroe Jari é a maior caverna de Arenito do Brasil, situada a 46 km da cidade de Chapada dos Guimarães (MT). Possui 1.550 m de extensão, é extremamente plana e apresenta inúmeras cachoeiras no interior.

Próximo da entrada, existe uma nascente que formou a Lagoa Azul que é uma caverna em outra vertente da formação da Caverna Aroe Jari. Possui uma grande reentrância na qual se forma uma piscina natural com água azul cristalina que se reflete nas paredes da gruta. Chega a 5m de profundidade e forma 2 pequenas cavernas totalmente submersas a saída da água se dá através de um túnel com 6 m de altura e 2 de profundidade por uns 30 de comprimento.

Sua visitação só é possível com guias autorizados.

A melhor época para viagem é o mês de julho a meados de outubro quando mostra a maior riqueza, grande variedade de pássaros tuiuius, araras, biguás, cabeça seco, tucanos e outros, inúmera quantidade de jacares (de boca aberta esperando o almoço), e capivaras, não deixando de mencionar onça, emas, cervos, etc.

A beleza se completa com passeios pelo rio Cuiabá, que juntamente com o São Lourenço, Piquiri, Negro e Negrinho formam os principais afluentes do Pantanal.

Curiosidades sobre o Pantanal

julho 30, 2009

O Pantanal é a maior área úmida continental do planeta, com aproximadamente 240 mil Km2 e desta quantidade, 140 mil km2 fazem parte do território brasileiro. O que nos move a conhecer este grande bioma é a variedade de fauna e flora na faixa brasileira que está localizada entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul.

Hoje, dividem espaço na mesma região 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de repteis, 1132 espécies de borboletas e 652 espécies de aves.

Estudando um pouco sobre as épocas de chuvas da região, podemos dizer que estamos concluindo mais uma época de precipitações e a partir deste momento os rios começam a baixar e a descobrir as belezas das áreas que até o momento estavam escondidas.

A natureza repete, anualmente, o espetáculo das cheias, proporcionando ao Pantanal a renovação da fauna e flora local. Esse enorme volume de água, que praticamente cobre a região pantaneira, forma um verdadeiro mar de água doce onde milhares de peixes proliferam. Peixes pequenos servem de alimento a espécies maiores ou a aves e animais.

Quando finda a época das chuvas, inicia-se a vazante, onde grande quantidade de peixes ficam retidas em baias temporárias e fazendo a festa dos jacarés e das ariranhas.

Espero que em Setembro, na época em que estarei documentando este espetáculo, ainda encontrar as lagoas temporárias com seus Tuiuius e garças planando sobre as águas.

Novos equipamentos para a aventura

julho 20, 2009

    Durante semana que passou, andei meio enrolado com as atividades do trabalho, (sim, eu trabalho também), e tive que deixar a programação um pouco de lado. Nesta semana também tive uma surpresa muito agradável, chegou a minha mochila The North Face 70+10 e comprei também o meu segundo calçado para caminhadas em lugares um pouco mais inóspitos, um hypertrail da Timberland , confortável e bem dinâmico para o que vou me propor a fazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui o recebimento da minha companheira de viagem, a North Face.

 

 

 

 

 

Panorâmica em 3D do Circuito.

julho 8, 2009