Archive for the ‘Planejamento’ Category

Civilização, aí vou eu.

setembro 22, 2009

    Ao acordar a natureza me deu um belo presente, da porta da barraca eu apreciei este belo iniciar de dia. Foi o sinal que seria um final de viagem muito bacana.


Amanhecer visto da barraca

    Quem disse que desejos não são realizados, depois de tomar um bom banho, já com o meu sabonete, e escovar meus dentes, com minha escova milionária, apareci na cozinha da pousada e lá estava o Dodô agarrado em uma colher de farofa e um copo de suco de melancia.

    – Bom dia chefe, tem lugar para mais um nesta mesa?

    – Lugar até tem, só não tem comida, e logo abriu um sorriso igual a uma sanfona velha!!!!

        – Patrãozinho, ta em cima do fogão, vai lá e pega um teço pru sinhô.

    – Opa, não precisa mandar duas vezes.

    Peguei o meu prato, me aproximei do fogão de lenha e não economizei na colher do quebra torto.


Fogão a lenha

    Com tudo em ordem agora, chegou o momento de desmanchar o último acampamento para voltarmos à cidade. Fiz esta última foto do que foi a minha morada por estes dias.

 


Acampamento

    Prometia ser mais um dia de calor, enquanto eu estava arrumando a barraca o Hélio arrumava o lugar onde deveria ficar o barco até a próxima temporada ou até a nova vazante do Pantanal. Daqui para frente o clima de cheias deve prevalecer por aqui.

    Pegamos a estrada, ela parecia diferente agora, um pouco pior, e por conta disso tivemos que reduzir a nossa velocidade para incríveis 25 km por hora.

    Ainda no meio do caminho eu consegui uma cena que era uma das minhas ambições como fotógrafo, a figura do homem pantaneiro levando o gado de um campo para o outro. Nesta época, este movimento de migração para os campos mais altos é muito comum porque, dentro de mais alguns meses, as chuvas trazem as cheias para limpar e purificar o Pantanal. Esta rotina deve permanecer até o final desta estação e o início da vazante.


Pantaneiro


Pantaneiro

    Consegui ótimas imagens neste retorno. Alguns jacarés pareciam querer serem fotografados, ou estavam com fome mesmo esperando algum fotógrafo desavisado.


Vai dar mole para ver.


Eu falei que estava calor

Trajeto igualmente difícil para a volta, relógio marcando 37 graus com sensação térmica de 50 graus. Não é para menos, Cuiabá é sempre mais quente que as outras regiões do MT.


Logo acima das horas, a temperatura

    Às 13h00min cheguei ao hotel, no mesmo hotel que fiquei quando cheguei a Cuiabá. Resolvi dar mais uma chance, não é possível que este hotel fosse de todo ruim. Escolhi agora um quarto com ar condicionado.

A recepcionista perguntou se eu me importaria com a cama de solteiro, era uma cama BOX, prontamente falei que não haveria problema algum. (Se ela soubesse por onde eu andei dormindo nestes dias…).

    Agora estou no quinto andar, a vista não melhorou muito, mas o quarto… Parece até outro hotel.

    Foi bom passar um pouco de trabalho para dar mais valor as coisas que temos.

    Hoje passei o resto da tarde neste quarto, curtindo o ar gelado, conversando com amigos que fiz aqui e programando o roteiro para o próximo dia. A idéia é conhecer a Chapada dos Guimarães, este trajeto eu pretendo fazer sozinho e com a ajuda do GPS.

    Angariei algumas informações na recepção do hotel e fui jantar na Peixaria do Okada. Depois de comer uma Tucupira inteira fui dormir sentindo a expectativa de conhecer as próximas paisagens do MT.

 

    

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Último felino

agosto 13, 2009

Estava arrumando algumas fotografias e me deparei com esta foto, foi na última ida ao Chile. Infelizmente, desta vez não vai ser fácil pegar uma onça no braço.

Arrumando as mochilas.

agosto 13, 2009

Para levar lanche, alguns acessórios e lentes para curto alcance nas trilhas pelo interior do Pantanal, estou levando uma “mochila de cintura”  da Columbia. Imagine uma pochete, só que esta carrega até 5 kilos entre equipamento e tranqueiras. Possui formato anatômico e espaço para cantil flexível. Foi uma aquisição muito interessante que fizemos no Peru e foi justamente para utilizar em ocasiões iguais a esta. Cheguei a pensar em levar uma mochila de assalto, mas logo me lembrei que estarei com uma mochila ” de ser assaltado” com todo o equipamento, sendo asim terei que bolar uma forma de dividir comida, equipamentos, GPS e filmes fotográficos entre a super pochete e a mochila dos equipamentos. Se você não tem uma idéia de como é uma mochila de fotógrafo de aventura, aqui você terá uma ótima idéia.
Tem bolsos laterais em tela, fitas de ajustes, costas ventiladas, barrigueira e peitoral estabilizadores para aguentar os 4 kilos do tripé Manfrotto.

Seguindo uma das ótimas dicas do meu amigo alpinista Morey, estou levando umas camisetas feitas em poliéster que secam rapidamente após lavar. Não deixa cheiro, é leve, compacta e não amarrota. Ótima para levar para ser usada nas caminhadas. Para aguentar os inesperados ventos, estou levando um “corta vento” da Timberland, que é muito leve  compacto e indispensável para ter sempre no fundo da mochila, no caso de possíveis chuvas este corta vento também servirá, pois é impermeável (vamos ver até onde vai segurar a água)

Bom, inicialmente é isso, o restante ainda está sendo preparado.

A cidade portal do Pantanal – Porto Jofre

julho 30, 2009

O Pólo Eco turístico do Pantanal Norte está centrado no trecho da Estrada Transpantaneira entre Poconé e Porto Jofre, sendo ligado a Barão de Melgaço pelas baías de Chacororé e Siá Mariana, chegando, também, até Cáceres, às margens do rio Paraguai.

Distância Rodoviária São Paulo a Porto Jofre: 1708 km.

De Cuiabá até Porto Jofre, a viagem é de aproximadamente cinco horas de duração.

Chega-se a Porto Jofre de carro pela rodovia Transpantaneira, depois de um percurso de 156 quilômetros e 126 pontes a partir de Poconé. São quase seis horas de travessia.

Apesar de o convívio com os mosquitos ser inevitável e incômodo, o Pantanal não é perigoso, nem mesmo Ponto à noite. Embora o mato seja grosso e cheio de bichos (mais de mil espécies).

É interessante a vacinação contra a febre amarela (prazo de 10 dias para imunização).

Com a reabertura da Caverna Aroe Jari é a maior caverna de Arenito do Brasil, situada a 46 km da cidade de Chapada dos Guimarães (MT). Possui 1.550 m de extensão, é extremamente plana e apresenta inúmeras cachoeiras no interior.

Próximo da entrada, existe uma nascente que formou a Lagoa Azul que é uma caverna em outra vertente da formação da Caverna Aroe Jari. Possui uma grande reentrância na qual se forma uma piscina natural com água azul cristalina que se reflete nas paredes da gruta. Chega a 5m de profundidade e forma 2 pequenas cavernas totalmente submersas a saída da água se dá através de um túnel com 6 m de altura e 2 de profundidade por uns 30 de comprimento.

Sua visitação só é possível com guias autorizados.

A melhor época para viagem é o mês de julho a meados de outubro quando mostra a maior riqueza, grande variedade de pássaros tuiuius, araras, biguás, cabeça seco, tucanos e outros, inúmera quantidade de jacares (de boca aberta esperando o almoço), e capivaras, não deixando de mencionar onça, emas, cervos, etc.

A beleza se completa com passeios pelo rio Cuiabá, que juntamente com o São Lourenço, Piquiri, Negro e Negrinho formam os principais afluentes do Pantanal.

Novos equipamentos para a aventura

julho 20, 2009

    Durante semana que passou, andei meio enrolado com as atividades do trabalho, (sim, eu trabalho também), e tive que deixar a programação um pouco de lado. Nesta semana também tive uma surpresa muito agradável, chegou a minha mochila The North Face 70+10 e comprei também o meu segundo calçado para caminhadas em lugares um pouco mais inóspitos, um hypertrail da Timberland , confortável e bem dinâmico para o que vou me propor a fazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui o recebimento da minha companheira de viagem, a North Face.

 

 

 

 

 

Panorâmica em 3D do Circuito.

julho 8, 2009

Cronograma Draft do Circuito Fotográfico

julho 8, 2009
Cronograma V1.0

Cronograma V1.0

Passagens para Cuiabá

julho 8, 2009

    Após alguns contratemos com a operadora, consegui fazer a compra dos bilhetes. Um trecho eu consegui utilizar minhas milhagens da TAM e assim descer em Congonhas na volta. Agora na Ida, não teve jeito, para pegar um Vôo mais barato sairei de Viracopos, ficarei esperando quase duas horas por uma conexão em Brasília para somente depois chegar a Cuiabá.

    Estou organizando uma planilha com os custos da viagem para facilitar os futuros planejamentos. Assim que estiver com todos os custos de arrancada prontos eu postarei aqui no Blog. 

    Abraço para todos.

    vhmartins

O começo de tudo

julho 4, 2009

Este circuito fotográfico não precisou de um planejamento muito extenso para ser concretizado. A primeira ação, se não a mais importante, foi reencontrar por telefone um antigo colega de trabalho que mora em Cuiabá e será o nosso guia durante os mais incríveis lugares de Mato Grosso. Logo em seguida foram as reservas de passagens, equipamentos, etc.

Vamos priorizar os lugares pouco turísticos, o dia a dia das cidades pequenas ao redor de Cuiabá e a vida do povo do Mato Grosso.

Já de volta para São Paulo, partirei de carro rumo à Santa Catarina, na cidade de São Francisco do Sul e depois para Osório, no Rio Grande do Sul.

A última parte da aventura será Osório – São Paulo pela BR 116.

Próximos passos:

  • Cronograma;
  • Equipamentos Fotográficos;
  • Relação dos itens que farão parte desta aventura.

    Até Breve.