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Seleção fotográfica – Pantanal 2009

outubro 16, 2009

Amigos,

As fotos podem ser conferidas clicando AQUI.

Números e curiosidades do Circuito Fotográfico

outubro 12, 2009

Todos estes dados foram mapeados por um GPS que levei durante a viagem. Os arquivos estão disponíveis para download, basta solicitar.

Transpantaneira

130 km de estrada empoeirada

117 pontes de madeira

1 dia foi quanto demoramos para cruzar a transpantaneira de ponta à ponta.

Abaixo o trajeto da transpantaneira que foi mapeado por meu GPS de trekking. Os pontos azuis são as pontes de madeira por onde passamos.

62,7 Km /h Foi a velocidade mais alta que conseguimos nesta rodovia, tamanha as condições.

3,1 Km/h Foi a velocidade mais baixa tivemos nesta rodovia, provavelmente estávamos esperando algum jacaré atravessar a rodovia.

17 horas e 6 minutos foi o tempo que levamos para cruzar de ponta a ponta a Transpantaneira.

120 metros acima do mar é a altitude média da planície pantaneira.

20
litros de água consumidos por duas pessoas durante o circuito fotográfico de 7 dias.

80
litros de combustível gastos entre o carro e o motor do barco.

4 horas
de barco para avistar a onça do Pantanal.

34,8 km/h Foi a velocidade mais alta durante a navegação no rio Cuiabá.

Abaixo o trajeto através do rio Cuiabá para o encontro da Onça Pantaneira. A parte inferior do mapa é o Hotel Porto Jofre e a parte superior o lugar onde fiz as fotos da onça. Caminho mapeado também por GPS.

6 milhões é a população de jacarés do pantanal

Maior ainda é a população de piranhas nos rios do Pantanal.

4 São as famílias de onças catalogadas no final da transpantaneira no leito do Rio Cuiabá.

144.294 km2
É a totalidade da planície alagável 61,9% dos quais (89.318 km2) no Mato Grosso do Sul, e 38,1% (54.976 km2) em Mato Grosso. O reduzido desnível da região (4 cm por quilômetro) produz a inundação periódica do Pantanal; as cheias anuais dos rios  atingem cerca de 80% do Pantanal e transformam a região em um impressionante lençol d’água, afastando parte da população rural que migra temporariamente para as cidades ou vilas.

Reserva da biosferaO Bioma Pantanal foi reconhecido em 2000, pela UNESCO, como reserva da Biosfera. Estas reservas, declaradas pela Unesco, são instrumentos de gestão e manejo sustentável integrados que permanecem sob a jurisdição dos países nos quais estão localizadas.Os 210 mil quilômetros quadrados do Pantanal equivalem à soma das áreas de quatro países europeus – Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda.

 

 

Chapada dos Guimarães


Latitude 15°28’47.61″S
Longitude 55°41’17.14″O
as coordenadas do Ponto Geodésico. Este é o lugar que divide a América do Sul. Esta localização é reconhecida e confirmada oficialmente pelo serviço geográfico do Exército Brasileiro em 1975.

O Centro Geodésico é um Ponto Equidistante entre o Atlântico e o Pacífico, no “Coração da América do Sul”, como já dizia Caetano Veloso na música “Um Índio”.

600 metros acima do nível do mar é a diferença de altitude entre Cuiabá e a cidade da Chapada, que na entrada da cidade o GPS estava marcando 800 metros acima do nível do mar.

10 km do centro da cidade de Chapada

70 km do centro de Cuiabá

Uma das principais atrações ecológicas que caracteriza o cerrado brasileiro

Custo para chegar até a cidade de Chapada, simplesmente imperdível para quem se encontra em Cuiabá.

Único lugar para lugar bicicletas em toda a Chapada

Giro fotográfico pela Chapada

outubro 11, 2009

    Acordei cedinho, tomei um banho, deixei o café para quando estivesse esperando o ônibus e peguei um taxi para a Rodoviária. Comprei minha passagem e devorei um pão de queijo com café enquanto o ônibus não chegava.

    Já estava com tudo planejado, chegando à cidade encontraria a agencia para alugar a minha bike e partiria rumo ao giro fotográfico da Chapada.

    Tudo certo, tudo nos conformes. Encontrei a AGENCIA ICONE ECOTURISMO. Conversei com a Jéssica e ela me arrumou uma Mountain Bike. Indiciou-me o caminho por onde eu deveria seguir e como fazer para avistar uma cachoeira em uma propriedade particular e depois seguir o caminho para os demais atrativos turísticos. Confesso que quando ela me passou as quilometragens eu me assustei um pouco, 9 km para o primeiro mirante e aproximadamente 2 km para chegar à cachoeira, mas tinha que tentar.

    Joguei a mochila dos equipamentos nas costas e fui em direção à cachoeira, era o ponto mais próximo. Nas duas primeiras quadras já estava sentindo que não foi uma boa idéia alugar esta bike, benditos estrangeiros, acho que estavam tirando uma onda com a minha cara quando me recomendaram utilizar este meio de transporte para conhecer o lugar.

    Antes de concluir o primeiro kilômetro, não agüentava mais aquele banco. Desci, desocupei a pochete e encapei o banco. Foi a melhor idéia que tive nestes últimos dias. Mesmo com todo este calor eu consegui alcançar o lugar onde deveria entrar para chegar à cachoeira.

    Quando a Jéssica me avisou que eu precisaria pedalar em uma estrada de terra eu não dei muita importância, mas também não imaginava que a estrada era um tanto íngreme e cheia de valos abertos devido à chuva. Não conseguia controlar a bike durante esta descida, com todo o material nas costas o encontro à cerca foi inevitável. Conferi se todos os ossos estavam em dia, levantei e continuei com o percurso, pois eu tinha que fazer as fotos e PRECISAVA voltar ainda hoje. Neste momento já estava repensando os demais passeios.

    Valeu a vista, parabéns pelo lugar e recomendável para outros aventureiros com uma condição física melhor que a minha.

    Agora tenho que voltar até a estrada principal, não vai ser fácil subir de bike esta estradinha, com este calor, todo este equipamento nas costas e sem falar que não consigo mais amarrar a pochete no banco, isso significa que não consigo sentar direito.

    Fui empurrando a magrela e a sede aumentando, o meu rosto suando e o protetor solar escorrendo pelo rosto, o que mais eu poderia pedir? Acho que nada, pois se sem eu pedir já me apareceram todos estes inconvenientes, imagina se eu ousar pedir alguma coisa. Melhor ficar quieto.

    Parei para pedir água e prosseguir com a caminhada. Parecia que tinha andado mais de 30 km mas a gentil senhora me puxou para a realidade, disse que eu andara aproximadamente 300 metros e faltava mais 1km para chegar à rodovia. Não poderia ficar por ali, segui meu caminho.

    A caminhada estava agradável e consegui chegar à estrada.

– Eu sabia que não podia pedir mais nada, comecei a escutar trovões. Bendita chuva de verão, se eu não pedalasse com todas as minhas forças (que já eram poucas) eu poderia perder todo o equipamento para a água.

    Para resumir a história, mal encostei meu veículo de tração animal (neste caso o animal sou eu) e a chuva veio. Não conseguia sentar, já passara do meio dia e não consegui ver metade dos atrativos da Chapada e ainda precisava voltar para Cuiabá. Foi então que conversei novamente com a Jéssica.

    – Jéssica, você não tem ninguém que pode me levar para avistar os demais pontos antes de ir embora?

    – Claro, posso arrumar alguém sim.

    – Bom, espero que você consiga, não gostaria de ir embora sem ao menos conhecer o Véu de Noiva.

    – Fica tranqüilo que vou fazer uns telefonemas aqui.

    Logo em seguida ela conseguiu a Lena, ela desmarcou alguns compromissos, devido a chamada de última hora, e topou me levar para conhecer o que impossivelmente eu poderia descobrir de bike.


Mirante do ponto geodésico da América do Sul.


Arara Vermelha do restaurante Morro dos Ventos

    Esta Arara fica brincando com os visitantes do restaurante do Morro dos Ventos, que conta com uma vista espetacular da chapada. Em dias bons e sem a fumaça das queimadas é possível ver até a planície pantaneira do Mato Grosso.    


Cachoeira Véu de Noiva

    Infelizmente peguei uma época de pouca chuva e não temos grande volume de água na cachoeira.

    Bom, meu passeio termina por aqui, obrigado à XXXX pela paciência de acompanhar-me durante as fotografias da Chapada, obrigado à Jessica e ao pessoal da ICONE ECOTURISMO, pela receptividade e pela bike e … Um agradecimento especial ao casal de estrangeiros. Me ensinaram que fotógrafo com bicicleta não combina.

    Daqui, volto para São Paulo. Venham conhecer o Mato Grosso, cada momento difícil é recompensado com uma imagem diferente.

Da Salgadeira para Cuiabá.

outubro 10, 2009

    Durante a viagem, saindo da salgadeira e voltando para Cuiabá, encontrei com um casal de estrangeiros que estavam na mesma situação que eu, com pouco dinheiro e muita vontade de conhecer todos os lugares. Perguntei como fizeram para conhecer tudo e, com uma simplicidade ímpar disseram que tudo pode ser feito de bike, indicaram o local e me passaram um mapa que copiaram na agência de turismo. Com esta noticia eu voltei mais entusiasmado para o hotel, pois bastava alugar uma bike e tudo estava resolvido, conseguiria conhecer todos os mirantes da Chapada na base da pedalada.

Tomei um banho e fui dormir. O cansaço não deu espaço para a fome e sonhei com o meu “passeio ciclístico” pela Chapada.