Civilização, aí vou eu.

    Ao acordar a natureza me deu um belo presente, da porta da barraca eu apreciei este belo iniciar de dia. Foi o sinal que seria um final de viagem muito bacana.


Amanhecer visto da barraca

    Quem disse que desejos não são realizados, depois de tomar um bom banho, já com o meu sabonete, e escovar meus dentes, com minha escova milionária, apareci na cozinha da pousada e lá estava o Dodô agarrado em uma colher de farofa e um copo de suco de melancia.

    – Bom dia chefe, tem lugar para mais um nesta mesa?

    – Lugar até tem, só não tem comida, e logo abriu um sorriso igual a uma sanfona velha!!!!

        – Patrãozinho, ta em cima do fogão, vai lá e pega um teço pru sinhô.

    – Opa, não precisa mandar duas vezes.

    Peguei o meu prato, me aproximei do fogão de lenha e não economizei na colher do quebra torto.


Fogão a lenha

    Com tudo em ordem agora, chegou o momento de desmanchar o último acampamento para voltarmos à cidade. Fiz esta última foto do que foi a minha morada por estes dias.

 


Acampamento

    Prometia ser mais um dia de calor, enquanto eu estava arrumando a barraca o Hélio arrumava o lugar onde deveria ficar o barco até a próxima temporada ou até a nova vazante do Pantanal. Daqui para frente o clima de cheias deve prevalecer por aqui.

    Pegamos a estrada, ela parecia diferente agora, um pouco pior, e por conta disso tivemos que reduzir a nossa velocidade para incríveis 25 km por hora.

    Ainda no meio do caminho eu consegui uma cena que era uma das minhas ambições como fotógrafo, a figura do homem pantaneiro levando o gado de um campo para o outro. Nesta época, este movimento de migração para os campos mais altos é muito comum porque, dentro de mais alguns meses, as chuvas trazem as cheias para limpar e purificar o Pantanal. Esta rotina deve permanecer até o final desta estação e o início da vazante.


Pantaneiro


Pantaneiro

    Consegui ótimas imagens neste retorno. Alguns jacarés pareciam querer serem fotografados, ou estavam com fome mesmo esperando algum fotógrafo desavisado.


Vai dar mole para ver.


Eu falei que estava calor

Trajeto igualmente difícil para a volta, relógio marcando 37 graus com sensação térmica de 50 graus. Não é para menos, Cuiabá é sempre mais quente que as outras regiões do MT.


Logo acima das horas, a temperatura

    Às 13h00min cheguei ao hotel, no mesmo hotel que fiquei quando cheguei a Cuiabá. Resolvi dar mais uma chance, não é possível que este hotel fosse de todo ruim. Escolhi agora um quarto com ar condicionado.

A recepcionista perguntou se eu me importaria com a cama de solteiro, era uma cama BOX, prontamente falei que não haveria problema algum. (Se ela soubesse por onde eu andei dormindo nestes dias…).

    Agora estou no quinto andar, a vista não melhorou muito, mas o quarto… Parece até outro hotel.

    Foi bom passar um pouco de trabalho para dar mais valor as coisas que temos.

    Hoje passei o resto da tarde neste quarto, curtindo o ar gelado, conversando com amigos que fiz aqui e programando o roteiro para o próximo dia. A idéia é conhecer a Chapada dos Guimarães, este trajeto eu pretendo fazer sozinho e com a ajuda do GPS.

    Angariei algumas informações na recepção do hotel e fui jantar na Peixaria do Okada. Depois de comer uma Tucupira inteira fui dormir sentindo a expectativa de conhecer as próximas paisagens do MT.

 

    

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