O retorno da aventura

    Com a tarefa cumprida, o adiantar da hora nos lembrava que já era momento de comer alguma coisa. Em nosso barco tínhamos muita água dentro de um isopor, alguns biscoitos e frutas, um saco de carvão, sal e fósforos. O suficiente para fazer um belo almoço em alguma barranqueira do velho Cuiabá. Claro que não fizemos espetinhos de frutas, com um rio repleto de piranhas, não foi difícil arrumar almoço.

    Saímos do local onde encontramos a onça, Latitude 17°16’36.71″S e Longitude 56°41’30.33″O para encontrar um lugar para almoçar.

    Ancoramos o barco em uma ponta de terra, no encontro das águas do rio Piquiri e o Cuiabá, Latitude 17°18’25.04″S e Longitude 56°43’12.05″O

    Depois foi só pegar algumas minhocas e jogar na água. Não demorou muito para fisgarmos algumas piranhas que serviram como nosso almoço.

    Nem pensei em levar o repelente, pois os mosquitos geralmente atacam ao amanhecer e no entardecer, só que acredito que aqui eles estavam trabalhando 24×7, enquanto mordia um filé de piranha ao mesmo tempo brigava contra os mosquitos.

    Pensei em fazer um buraco para enterrar as partes não aproveitadas do peixe mas os caracarás apareceram e sobrevoaram o nosso churrasco improvisado. Não deu outra, atirei o que sobrou do almoço e as aves cuidaram de fazer toda a limpeza da área.

    Arrumamos tudo e voltamos para o Porto, precisaríamos levar o barco até a fazenda do Rio Clarinho e o final de tarde estava chegando. Enquanto o Hélio conversava com o rebocador para colocar o barco no reboque eu fui fazer umas fotos do Hotel Porto Jofre.


Andorinha


Vitória Régia


Panorâmica da fazenda

    Durante a caminhada pelos alojamentos da fazenda eu encontrei uma espécie de vendinha, vendia de tudo inclusive CREME E ESCOVA DENTAL. Não sabia se ria ou se chorava. Se ria de alegria por que eu poderia escovar os dentes de verdade ou se chorava pelos R$ 18,00 que estavam me extorquindo naquele momento. Bom, não tinha muita solução, ou eu comprava ou continuava sem. Nem precisa comentar que não existe cartão de débito ali, nunca foi tão inútil ter um VISA na carteira. Corri para o banheiro e agora estava escovando os dentes como nunca antes, meu amigo e dentista Dr. Rodrigo deve estar dando gargalhadas agora.    

    Agora sim, com o barco no reboque paramos novamente na Pousada Rio Clarinho para montar o último acampamento de pernoite. Chegamos por volta das 09:30 da noite, montamos o acampamento, conversamos com um grupo de alemães que estavam visitando o Pantanal e logo fui dormir. Fiquei imaginando como aqueles alemães estavam se virando com as pernas cheias de brotoejas devido ao mosquito e às caminhadas na mata. Por fazer calor eles não andavam de calças compridas e literalmente foram pegos de calças curtas.

    Só aqui para encontrar cenas como estas, tivemos que parar o carro para “enxotar” jacarés que insistiam em ficar no meio da estrada, eles estão certos, quem está invadindo o ambiente deles somos nós. Sobrou para eu fazer mais algumas fotos e empurrar jacaré para a beira da rodovia.

    Dormi pensando: – Bem que amanhã poderia ter aquela farofa do Dodô, o tal de quebra torto.

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