A chegada em Cuiabá

Avião atrasou um pouquinho para chegar e uma surpresa logo que se abre a porta do avião, meus óculos ficam instantaneamente embaçados. Não sentia isso deste o século passado quando estive na região de Belém do Pará. Já vi que realmente não seria muito fácil para eu me adaptar (também me veio a letra do Arnaldo Antunes e Nando Reis, mas isso é outra história… Foco, como diz meu amigo Atanes).

    Este é o primeiro aeroporto em que eu consigo enxergar o que está atrás da esteira que traz as malas, e sabe o que tem lá? Nada… Ela só dá a volta e continua do outro lado. Se todos estão rindo agora, digam que nunca pensaram para onde vão as malas depois que entram na esteira. Não vale dizer que vão para o limbo porque a igreja católica eliminou o limbo, logo esta opção está totalmente descartada.

    Curado da frustração da esteira , fui encontrar com o meu amigo Hélio, ex colega, trabalha no ramo de TI e ainda é guia pantaneiro, gente boníssima, e vai nos guiar nesta semana do circuito fotográfico. Papo vai, papo vem e ele me conta que não seria possível ficar na casa dele por esta noite, que estava meio bagunçado e tal, mas arrumou um hotel bacana para eu ficar, pertinho da casa dele. Sem titubear eu aceitei e disse que não sou de muito luxo.

    Despedimos-nos e marcamos um café da manhã para planejarmos o roteiro da semana. Logo que entrei no hotel pensei que o atendente não soubesse falar, quando eu já ia tentando a linguagem universal dos sinais ele me pede a identidade. Depois de mais 10 minutos, ele pergunta:

    – Sinhô qué hospedage cum ar ou sem ?

            (Já fiquei imaginando que a sem ar deveria ser uma câmara daquelas dos campos de concentração alemães, mas resolvi arriscar.)

    – Eu prefiro sem ar, sabe como é, estou me acostumando com o clima e posso ficar adoentado. Tem ventilador?

    – Segundo andar à direita, com ventiladô. (esta foi a resposta sem cortes, e precisa de mais corte?)

    Peguei minhas mochilas, minha chave com um chaveirinho muito delicado, e subi dois andares. Chegando ao quarto, suando bicas, vi que logo mais a frente estava o elevador. Preferi acreditar que o individuo não o sugeriu por estar quebrado. Também não fui perguntar.

    Lembra quando eu falei que eu não era de muito luxo? Pois é, mas não precisava ser sem NENHUM LUXO. Duas camas de solteiro, um telefone daqueles com um disco, que mais parece das meninas super poderosas, um guarda roupa da marca GAUDÊNCIO (é sério) e uma TV no canto superior direito com um Bombril na antena. O piso é de lajotinha vermelha e vou poupar dos detalhes do banheiro. Tem água, mas já são quase 3 da madrugada e estou com medo de abrir o chuveiro…

    Bom, amanhã é outro dia, e, se quiserem me visitar, o quarto é o 203. Veja a foto do chaveiro para não esquecer onde estou hospedado.

    Abraço para todos e lembrem-se: – O pior ainda está por vir.

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4 Respostas to “A chegada em Cuiabá”

  1. Clarissa Says:

    Meu DEUS!!!!!!

  2. Regina Says:

    é amor… O pior ou o melhor ainda está por vir.. rs rs rs
    Tenha ótimos clicks
    bjs

  3. marcao Says:

    espero que seja so o começo, abração

  4. fernanda Says:

    ..Nossa, com certeza não teria como esquecer o numero do quarto né.. ? rss

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